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  • Foto do escritorLuiza Oliva

Linhas curvas e cerâmica artesanal na Cozinha Torno

Destaque na CASACOR São Paulo 2024, o ambiente da Mandril Arquitetura foca na cor e no design nacional


Foto: Israel Golino



Helena e Bruno: ambiente tem como protagonistas as peças autorais.

Foto: Mariana Orsi



Em menos de dois meses, o arquiteto Bruno Reis e a designer de interiores Helena Kallas criaram a Cozinha Torno. Com o apoio de grandes parceiros, a dupla à frente da Mandril Arquitetura transformou o espaço de 55 m² com base no tema da mostra, “De presente, o agora”.


Um dos pontos de partida para a concepção da “Cozinha Torno” foi a experiência vivida pelo Bruno e pela Helena no Ateliê Cerâmica e Cia, modelando barro com o torno, instrumento que veio a dar nome ao ambiente. O aprendizado de uma técnica milenar que exige, sobretudo, atenção plena proporcionou à dupla a produção, especialmente para a mostra, de uma coleção de vasos e bases de luminária, assim como dos revestimentos cerâmicos artesanais que compõem o tampo da mesa - elemento central do espaço. 


Na cozinha, as peças autorais assumem o protagonismo e mais: convidam o visitante a se fixar no presente, como acontece no manuseio do torno, a contemplar o momento atual, com olhar atento e reflexivo, tudo sem romper com o passado e as memórias. “Queremos deixar como legado o nosso exemplo, a nossa dedicação e amor que colocamos em tudo que fazemos”, pontua a dupla sobre o mote da CASACOR este ano.


Foto: Mariana Orsi



Foto: Israel Golino



O torno também está representado pela aposta nas linhas curvas, que surgem essencialmente em detalhes da marcenaria executada pela SCA, como a que embala a coifa e as laterais do armário da ilha “molhada”. As formas torneadas ainda estão em uma das extremidades do tampo da mesa - estruturado em serralheria - e no encosto das clássicas cadeiras “Tião”, de Sérgio Rodrigues, garimpadas na Galeria Téo. Restauradas, as peças têm novo estofado com trabalho realizado pela Bela Ideia, em tecido azul.


Foto: Mariana Orsi



A cor, aliás, é outro destaque e aparece em diferentes materiais e tons. Uma das paredes foi pintada com a cor “Índigo Profundo”, da Coral. O azul também está nas pastilhas da Keramika, sobre a bancada “quente”, na tapeçaria setentista de Luiz Carlos Alberti, do acervo da Galeria Verniz, e nas pinceladas do revestimento do tampo da mesa. E a escolha dessa cor tem um motivo especial. Ela está diretamente ligada com as lembranças que os sócios têm de suas respectivas avós, e, consequentemente, com suas ancestralidades. Enquanto a avó do Bruno sempre usava a expressão “Tudo azul” para dizer que estava bem, a avó da Helena a “cobria” com um manto azul para transmitir proteção.


Foto: Israel Golino



Foto: Mariana Orsi



No percurso da “Cozinha Torno”, um grande aparador com bandeja de couro abriga, à esquerda da entrada, além das cerâmicas criadas a mão pela dupla, peças de antiquário, também da Galeria Téo, entremeadas pelo trabalho delicado da Fiori de Maria Ateliê Botânico, que criou todos os arranjos do ambiente. No lado oposto, as cerâmicas “Invechiatto Champagne” - Linha Terracota, da Lepri, revestem parte do piso, parede, forro e sanca, emoldurando a tapeçaria. As demais paredes e o restante do teto foi pintado com a cor Cetim Oriental, também da Coral. Completa o revestimento do piso o porcelanato “Gales”, da Portinari. Bancada e frentes do armário da ilha “molhada” são em Dekton Nacre - Linha Kraftizen Collection, fornecido pela Cosentino e manuseado pela Neogran.


Deca cedeu os metais (cuba e misturador) e a LG, os eletrodomésticos. Ao fundo, o elemento vazado projetado em marcenaria permite a entrada de luz natural, por entre plantas de espécies variadas (Dracena,Palmeira pinanga, Pleomele fita, Jibóia, Hera e Dinheiro em penca), criando no ambiente um jogo de sombras, atmosferas e sensações. Da Dpot Objeto, vem o centro de mesa e outras peças decorativas.


Foto: Israel Golino



O ambiente também privilegia o design nacional contemporâneo com o banco “Benjamim”, de Gustavo Bittencourt, a luminária pendente “E-cone”, de Carolina Maluhy, e as arandelas “Eclipse”, de Fernando Prado, ambas comercializadas pela Lumini, de onde também vem os spots. O projeto luminotécnico é assinado pelo arquiteto Eduardo Lemos, do Estúdio Iluminação. 


Foto: Mariana Orsi



Segundo Bruno, participar da CASACOR é potencializar o que acontece na rotina do escritório. “Nosso trabalho começa no acolhimento ao cliente e entrega a ele um universo de novas possibilidades a partir do morar. Aqui, será igual só que para um público maior e heterogêneo”, diz ele. “Queremos despertar nos visitantes uma vontade de ficar no espaço, de permanência, e que possam assim relembrar de momentos especiais ao redor da mesa, o estar em família, dos encontros afetivos”, completa Helena.




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