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O aconchego de uma casa vertical

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Projeto transforma cobertura duplex de 390 m² em refúgio urbano 



Assinada pelas arquitetas Adriana Valle e Patricia Carvalho, do Migs Arquitetura, esta cobertura duplex de 390 m², localizada em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi pensada para um casal na faixa dos 50 anos, ambos ligados ao universo editorial e com forte relação com livros e produção de conteúdo. 



Ambientes acolhedores e integrados no primeiro piso da cobertura.



O projeto surgiu após os moradores conhecerem o trabalho do escritório pelo Instagram e adquirirem o imóvel já com a intenção de promover uma reforma completa. A proposta partiu da ideia de transformar a cobertura em uma espécie de casa de família vertical — um refúgio urbano que equilibra convivência, leveza e funcionalidade —, valorizando a integração dos espaços e criando ambientes acolhedores para o uso cotidiano. 




A grande estante ocupa a coleção de livros da família. O verde aparece na sala de jantar integrada ao estar.



Enquanto o piso inferior concentra a vida doméstica e uma atmosfera mais introspectiva, o pavimento superior assume um caráter mais aberto e descontraído, voltado ao lazer e à relação com o exterior, com paisagismo assinado por @annaluizarothier.





Na cozinha, madeira com pinceladas de verde nos armários e no revestimento.



A reorganização da planta privilegiou a fluidez e a melhor articulação entre os usos, especialmente na área social do piso inferior, onde estar e jantar se conectam diretamente em um espaço contínuo. 




O home office pode ser isolado através de portas deslizantes.



O escritório, integrado a esse conjunto, pode ser isolado por painéis venezianos deslizantes, garantindo flexibilidade sem comprometer a leitura do ambiente. 




Ainda neste pavimento, a marcenaria tem papel central, com destaque para a estante piso-teto que ocupa toda a extensão da parede e abriga a coleção de livros dos moradores, tornando-se um dos principais elementos do projeto. A escada, com desenho escultórico, reforça a identidade do espaço ao mesmo tempo em que faz a conexão entre os níveis. O piso em taco de madeira Tauari, com paginação em chevron, contribui para a atmosfera acolhedora.





No pavimento superior, os ambientes sociais se abrem para o exterior, favorecendo a ventilação cruzada, a entrada de luz natural e a continuidade visual, ampliando a sensação de espaço. O piso combina ladrilhos hidráulicos em azul e branco, enquanto as paredes da copinha de apoio recebem peças cerâmicas retangulares esmaltadas da linha Highlands, da Portobello, compondo uma base leve e vibrante. Integrada ao estar, a copinha amplia a funcionalidade do conjunto, que se estende à área externa, onde a piscina se articula ao living em um espaço contínuo de convivência. 




Marcenaria da @migsdesign, braço do escritório dedicado ao design de produtos, ganham destaque no andar superior.



O paisagismo marca presença e contribui para a atmosfera de refúgio urbano, complementado por bancadas, marcenarias de apoio e o bancão em alvenaria e madeira — elemento recorrente nos projetos do escritório — que reforça o conforto e convida ao uso cotidiano. A especificação prioriza materiais naturais, resistentes e de fácil manutenção, adequados ao clima.






Na decoração, com exceção de objetos afetivos trazidos pelos moradores, houve uma renovação completa, com mobiliário e marcenarias desenhados especialmente para o projeto. Nesse contexto, ganham destaque no piso superior as peças autorais da @migsdesign, braço do @migsarquitetura dedicado ao desenho de produtos, como o conjunto de prateleiras Flamboyant e os racks Ipanema e Pasargada, que contribuem para a identidade dos ambientes. 


A base neutra — composta por branco, preto nos detalhes e madeira — organiza os espaços, enquanto toques de azul e verde surgem pontualmente em tecidos, objetos e peças de mobiliário, trazendo frescor e dialogando com o contexto praiano do bairro.





Com duração total de cerca de 13 meses, entre concepção, aprovação e execução, o projeto teve como principal desafio organizar os usos cotidianos em dois pavimentos distintos, garantindo coerência, funcionalidade e equilíbrio entre convivência e descanso. 


“O projeto foi fortemente influenciado pelo perfil dos moradores e sua relação com os livros, o que se reflete na presença marcante das estantes e na forma como os ambientes foram pensados para acolher esse acervo. A cobertura foi concebida como uma casa de fim de semana inserida na cidade — especialmente no pavimento superior, voltado ao lazer e à convivência”, resume Adriana Valle.


As arquitetas Adriana Valle (de blusa vermelha) e Patricia Carvalho, da @migsarquitetura e @migsdesign





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