Por que quartzito é melhor que mármore?
- Redação

- há 2 dias
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Com maior dureza na escala Mohs e melhor desempenho no uso cotidiano, material se destaca pela durabilidade e funcionalidade em projetos residenciais e comerciais
O mármore é sinônimo de luxo e sofisticação no design de interiores. No entanto, mesmo que o material tenha o apelo estético clássico, o quartzito tem conquistado a preferência de arquitetos e clientes finais, não apenas por sua beleza, mas principalmente por entregar funcionalidade e durabilidade.

A principal vantagem do quartzito reside em suas características técnicas de dureza e composição. Na Escala Mohs, que mede a resistência dos minerais a riscos, o mármore pontua entre 3 e 4, sendo uma pedra mais macia e vulnerável a arranhões por objetos comuns de cozinha.
O quartzito, por outro lado, atinge nível 7. Essa dureza o torna mais resistente que o próprio granito, exigindo um esforço considerável para ser danificado, o que se traduz em uma bancada que resiste muito melhor ao uso diário intenso.
“A principal vantagem do quartzito é a sua reação a substâncias ácidas. O mármore, por ser composto majoritariamente por carbonato de cálcio, reage quimicamente com limão, vinagre, vinho e outros ácidos domésticos, o que resulta em corrosão. Esse processo cria manchas foscas permanentes na superfície da pedra. O quartzito, sendo composto principalmente por quartzo, é quimicamente inerte a esses ácidos”, explica Bernardo Imperial, CEO da Unique Stone, empresa especializada na exportação de pedras naturais.

Para Imperial, outro fator importante é a porosidade. Ambas as pedras naturais necessitam de impermeabilização, mas o quartzito, devido à sua estrutura granular mais compacta, tende a ser menos poroso que a maioria dos mármores.
“Isso confere ao quartzito uma resistência natural superior à absorção de líquidos e, consequentemente, o torna muito mais resistente a manchas de óleo, pigmentos e outros agentes, desde que a selagem periódica seja respeitada”, explica ele.
Como cuidar do quartzito?
No que diz respeito à manutenção e ao custo-benefício a longo prazo, o quartzito também se destaca. Segundo o especialista, o mármore exige um nível de cuidado constante e vigilância, onde qualquer produto de limpeza inadequado ou um copo de vinho esquecido podem causar danos permanentes.
“O quartzito, embora também exija cuidados, tolera muito melhor o dia a dia de uma casa movimentada. O investimento inicial muitas vezes é um pouco maior no quartzito, devido à sua dificuldade de extração e corte, mas é compensado pela baixa necessidade de reparos e pela durabilidade”, comenta Imperial.

A manutenção diária do quartzito e do mármore são diferentes. Para ambos, a limpeza diária deve ser feita com sabão neutro e água. No entanto, em caso de derramamentos, o quartzito possui uma margem de tempo maior para lidar com a situação devido à baixa porosidade, enquanto o mármore exige limpeza imediata para evitar danos permanentes.
“Em termos de proteção contra calor e riscos, o quartzito demonstra alta resistência natural. Já o mármore demanda o uso de descansos de panelas e copos obrigatoriamente por ser uma pedra mais macia e mais propensa a riscos e choques térmicos”, comenta.
Além disso, o quartzito também pode ter semelhanças estéticas com o mármore, como é o caso de variedades famosas de tons claros como o Taj Mahal e o Avohai. Eles oferecem o visual sofisticado do mármore, mas com mais resistência. Esses quartzitos possuem tons claros e com um toque de transparência.
“Para bancadas de cozinha, pisos de alto tráfego e áreas que exigem durabilidade, resistência a manchas e à corrosão ácida, o quartzito é a escolha técnica e funcionalmente superior, oferecendo uma pedra que é bonita e durável”, conclui o CEO.
Os quartzitos preferidos

O mercado mundial de pedras naturais continua vendo o Brasil como um grande fornecedor de materiais de alta qualidade. Com foco em mercados como a América do Norte, as tendências de exportação para os próximos anos, especialmente a partir de 2026, mostram que alguns tipos de produtos que, já são populares e duráveis em projetos de arquitetura e design de ponta, vão se manter em alta.
No setor de rochas, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas), as exportações de rochas naturais somaram US$ 1,26 bilhão em 2024, sendo que as chapas e blocos de quartzitos maciços correspondem a 48% do total de exportações no ano.
“O crescimento das exportações, com quase metade do volume total vindo de chapas e blocos de quartzito maciço, confirma que o mercado internacional, especialmente o norte-americano, valoriza a durabilidade e a beleza que o Brasil oferece. O foco do mercado irá se voltar cada vez mais para esse material”, afirma Bernardo Imperial, CEO da Unique Stone.

Para ele, podemos apontar cinco quartzitos como tendência em 2026:
Quartzito Taj Mahal e Avohai: Em tons mais claros, esses quartzitos são considerados
clássicos e refletem uma busca do mercado por superfícies que oferecem um visual sofisticado e levemente transparente com uma durabilidade maior do que os mármores.
“O mercado americano, em particular, se interessa pelo Avohai e o Taj Mahal, por causa de suas cores neutras e suaves, que combinam perfeitamente com estilos de decoração que valorizam a luz natural. Eles são resistentes a riscos e manchas, o que os torna ideais para bancadas de cozinha e áreas de muito movimento”, comenta ele.

Mont Blanc: os quartzitos brancos continuam populares e o Mont Blanc é um dos principais exemplos. Assim como o preto, o branco nunca sai de moda. Sua aparência clara, com veios delicados ou marcantes, cria um fundo que aumenta a sensação de espaço. “O Mont Blanc atende à preferência por materiais que trazem leveza e brilho aos projetos, sendo muito usado em grandes revestimentos, lareiras e bancadas onde o objetivo é uma elegância simples e minimalista”, reforça Bernardo Imperial.

Diamond Black: essa pedra representa a popularidade dos tons pretos no design de interiores, simbolizando força e contraste. O preto é um clássico na arquitetura e design, oferecendo profundidade e elegância atemporal. Segundo Imperial, essa pedra é ideal para criar destaques ou contrastar com materiais claros, como Mont Blanc ou Taj Mahal.
Soapstone (Pedra-Sabão): esse material foge às tendências de brilho e transparência. Conhecido por sua textura suave ao toque, continua sendo muito relevante devido a resistência natural ao calor e a produtos químicos.
“Por ser uma alternativa mais natural e de fácil manutenção em comparação com materiais mais brilhantes e polidos, ele atende à procura por superfícies que adicionam um elemento de aconchego, um rústico elegante e uma história material ao projeto”, explica o CEO da Unique Stone.
Quartzitos Cristalizados: Essa é uma das principais apostas de tendências e que também representa a vanguarda do desejo mundial por pedras naturais de grande impacto visual. O acabamento cristalizado, muitas vezes com minerais que refletem a luz, os torna muito competitivos.
“Desejados em projetos de luxo e ambientes que precisam de um efeito ‘uau’ imediato.
Normalmente são utilizados em bancadas e projetos que envolvem retroiluminação por conta do brilho que essa pedra tem”, conclui.

Sobre Bernardo Imperial
Bernardo Imperial é CEO e fundador da Unique Stone, boutique referência no mercado internacional de pedras naturais de alto padrão. Com forte domínio técnico, processos únicos e um atendimento exclusivo que transformou a marca em símbolo de luxo, Imperial segue expandindo a Unique Stone internacionalmente, guiado por valores de trabalho duro, lealdade e paixão pelas pedras brasileiras.





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