Refúgio com jeito nordestino
- Redação

- há 3 dias
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Obra no litoral piauiense valoriza materiais simples, combinados a soluções afetivas, cheias de arte e integradas a natureza
Projeto @wi.arquitetura @willanesoares
Fotos @okafotografia
A OCA foi construída há dois anos para se tornar um refúgio no litoral do Piauí, onde a piscina e a cozinha são o coração do espaço. Localizada em Cajueiro da Praia, a OCA é o endereço certo para receber viajantes que adoram viver uma aventura, cercados por arte e pela cultural local.



Área central, com cozinha e piscina, são o coração da OCA.
O ambiente privilegia as individualidades dos hóspedes – assim, as suítes são separadas em Ocas e as áreas comuns, como piscina e cozinha, são os pontos de socialização. A Wi Arquitetura foi convidada pelo proprietário, Igor Leite, para organizar as ideias. “Nos identificamos por criar projetos únicos e criativos e já havíamos trabalhado com Igor, elaborando o projeto de sua loja de artigos de moda”, conta a arquiteta Willane Soares, do Wi Arquitetura.



No projeto, predominam tons terrosos e materiais naturais.
O terreno de 252m² tem um cajueiro no centro, que precisava ser preservado e a construção surgiu em volta dele. “A legislação foi a diretriz limitante e inicial, pois respeitamos os recuos obrigatórios e preservamos o cajueiro existente”, explica a arquiteta. Como referência ao nome OCA, foram criadas duas suítes em formato circular com móveis em alvenaria e cimento para facilitar a manutenção. Uma das suítes é maior e conta com sala. Os banheiros a céu aberto possuem jardim de inverno.



Móveis em cimento facilitam a manutenção e os estofados dão aconchego.
A cozinha com uma mesa grande ficou ao centro, de frente para a piscina e para o lounge. Destaque para o balcão em cobogós, revestido em bloquete cerâmico rústico.



Banheiros têm áreas a céu aberto integradas ao paisagismo.
A atmosfera acolhedora e cheia de bossa foi criada com os detalhes e texturas dos materiais. O maior desejo era valorizar os artistas locais e regionais, e assim, criar cenários com detalhes únicos, integrando sempre a arte e a natureza local. A arquiteta cita a parceria da @tocavarzeaqueimada com @mrosenbaum, com luminárias e cactos em palha, e esculturas da Ilha do Ferro, além de objetos garimpados em todo o Brasil pelo proprietário.

Os tons terrosos são predominantes, com inspiração nas cores naturais do caju. As tintas utilizadas, ambas da Suvinil, são Barro Vermelho e Calcita Alaranjada. Entre os materiais aparecem cerâmica nos bloquetes e cobogós, palha natural para cobertura, eucalipto, madeira e cimento.


Igor Leite, proprietário do espaço, colaborou com a cenografia, incluindo no projeto objetos garimpados pelo Brasil.





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