Casa em Teresópolis: refúgio naturalista
- Redação

- 12 de fev.
- 2 min de leitura
Biólogo e paisagista Julio Sousa cria projeto residencial que valoriza formas orgânicas, caminhos de convivência e microcenários contemplativos integrados à paisagem serrana
Fotos @anitasoaresfotografias
Em meio às montanhas de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, um projeto de paisagismo residencial redefine a experiência de morar no campo ao transformar o terreno em um grande cenário de convivência, contemplação e lazer.


Com estilo toscano e paginação naturalista, o paisagismo assinado pelo biólogo e paisagista Julio Sousa conecta de forma sensível a arquitetura colonial da residência ao entorno exuberante. “O desafio foi criar um jardim que tivesse personalidade, presença de cores e, sobretudo, funcionalidade. Pensamos em caminhos orgânicos que estimulam o uso dos espaços, convidando a família e os amigos a viver o jardim em diferentes momentos do dia”, explica Julio Sousa.


O projeto foi concebido a partir da criação de microcenários, cada um com uma função e atmosfera próprias. Caminhos de transição conduzem o olhar e o corpo pela propriedade, integrando áreas como o lounge do fogo, a área da piscina, trilhas verdes e uma ponte ornamental que leva a uma ilha no lago, promovendo uma imersão completa na natureza e no espaço como um todo.


Um dos grandes destaques é o lounge do fogo, pensado como ponto estratégico de convivência, especialmente em períodos mais frios. “O espaço foi envolvido por capins-do-Texas, que funcionam como uma barreira visual natural. Além de acolher, essa vegetação ajuda a bloquear o vento, manter o calor do fogo por mais tempo e até suavizar ruídos externos”, destaca o paisagista. Outro aspecto relevante é o uso de materiais extraídos do próprio terreno na construção da base do lounge, reforçando o viés sustentável do projeto.


A escolha botânica priorizou espécies resilientes e de baixa manutenção, adequadas ao clima serrano e à proposta estética, como capim-do-Texas verde, jasmim-manga, agapanto, dionela, aroeira-salsa, oliveira, azulzinha, alecrim, lavanda, gardênia, kaizuka, bougainville, rosinha-do-sol e hortênsia, entre outras. Da entrada da sede ao entorno da casa, caminhos são emoldurados por maciços de hortênsias e kaizuka, enquanto a área da piscina recebe paginação com dionela e lavanda, criando continuidade visual até o fogo de chão e a oliveira.
Próximo à residência, foram implantadas ilhas sensoriais com lavanda e alecrim, que estimulam o olfato e ampliam a experiência do jardim. A iluminação, os diferentes revestimentos e as variações de textura reforçam a leitura naturalista do projeto e seu caráter acolhedor.


Executado em 30 dias, o paisagismo promove uma conexão fluida entre os ambientes externos e internos, despertando sensações de paz, liberdade, harmonia e integração com a natureza. A manutenção foi planejada para ciclos de três meses, garantindo a preservação do desenho e da vitalidade do jardim ao longo do tempo.





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