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  • Foto do escritorLuiza Oliva

Dicas para projetar quartos infantis

Atualizado: 19 de out. de 2023

Quarto de criança deve ser funcional, bonito e seguro. A designer de interiores Taís Faleiros, da Pingo Decor, dá dicas importantes


Fotos: Renata D’Almeida @redalmeida


Taís Faleiros, designer de interiores e mãe dos gêmeos Nina e Leo, hoje com cinco anos, se apaixonou pelo universo da decoração infantil desde que se tornou mãe. Hoje, dirige a Pingo Decor @pingo.decor e se dedica a atender os desejos de pais e, principalmente, dos pequenos donos dos quartos.

Designer de interiores Taís Faleiros, da @pingo.decor



Taís explica que o principal desafio ao trabalhar com decoração de quartos de criança é equilibrar alguns pontos: o quarto deve ser funcional, bonito e seguro. “É preciso conversar muito com os pais, entender como é a criança, até para termos o cuidado de que o quarto não seja um espaço de super estimulação. Se ela tem um temperamento mais aventureiro, gosta de escalar, daquele tipo que não tem medo, é preciso ter ainda mais atenção com a questão da segurança. Para uma criança muito agitada, com dificuldade para dormir, que não gosta de organizar os brinquedos, procuro criar um quarto extremamente funcional e que tenha menos estimulação de formas, cores e elementos visuais. E que seja bastante setorizado, com o setor de atividades, de brincadeiras e o de dormir definidos, e que eles não se misturem tanto no quarto”, orienta a designer, que completa: “E mesmo para crianças mais tranquilas, ainda temos que ter cuidados, respeitando todas as normas técnicas. Em resumo, todo projeto precisa de muita conversa e muito estudo para saber o que podemos ou não ter no quarto”, explica.

Verde transmite tranquilidade no quarto de Nina e Léo.



Taís comenta que há no mercado uma variedade muito grande de marcas voltadas ao público infantil que se preocupam em mesclar o lúdico com o funcional. “É importante contar com parceiros de móveis e itens de decoração que produzem peças específicas para crianças. Por exemplo, que tenham móveis sem quina viva, onde as crianças não irão se machucar”, aponta.


A designer de interiores lembra que viveu na pele a dificuldade ao planejar o quarto de seus filhos, os gêmeos Nina e Léo, hoje com cinco anos. “Havíamos mudado para o apartamento há quase dois anos e o quarto, com 15 m2, ainda estava muito básico. Para mim, foi um enorme desafio decorá-lo. Como eu tenho acesso a muita coisa da área de decoração, ficou ainda mais difícil decidir o que usar.”

Taís começou apresentando às crianças as opções de papel de parede: “Deixei-os participar, livres para escolher, mas sempre ponderando muito bem, já que criança usa muito a imaginação. Ou seja, às vezes as crianças querem itens que não são possíveis de fazer, ou que exigem um investimento alto, e ainda pedem coisas das quais elas enjoarão rápido. O designer precisa ter um equilíbrio grande.”


Mezaninos, por exemplo, com cama ou área para brincadeiras suspensas, estão entre os campeões de pedidos de crianças e pais. Mas é preciso analisar muito bem se a família quer investir, já que é um item de marcenaria feito sob medida, e com alto custo. E também deve-se avaliar se o espaço tem o pé direito mínimo indicado de 2,5 metros. Taís recomenda entre 1,5 metro e 1,6 metro do piso até o começo da cama superior, e entre 0,90 cm a 1 metro do começo da cama ao teto, para que a criança possa entrar tranquilamente sem bater a cabaça no forro.

Materiais naturais e papel de parede com tema floresta para Nina e Léo.



Nina e Léo escolheram para o papel de parede o tema da floresta, já que eles adoram tudo que se refere à natureza. “Eles se conectaram com o tema. E é essa sensação que o quarto traz: de paz, tranquilidade, acolhimento, conexão. A cor principal, o verde, traz essas sensações. Usei palha na luminária e cestos, madeira, tapete de algodão, todos materiais naturais, que prezo muito em quartos de criança.” Além disso, Taís procurou trabalhar a individualidade de cada um em cada lado do quarto. “Era importante que Nina e Léo se sentissem pertencentes cada um ao seu cantinho”, pontua. Não faltou também um cantinho de leitura, segundo Taís item muito pedido por pais e crianças e sucesso para todas as idades.

Cantinho da leitura de Nina e Léo: indispensável. Papéis de parede Betsy Decor, estante e livreiros Capitão Urso, enxoval Casa de Maria, decoração de madeira Pimbos e tapete Tapis.



Outro ponto que deve ser muito bem avaliado pelo profissional, conforme Taís, é se a casa da família é definitiva ou se pretendem mudar em breve. No caso de ser uma moradia provisória, deve-se optar por móveis soltos que possam ser reaproveitados em uma nova residência. Outra boa ideia é escolher móveis evolutivos, que cresçam junto com a criança, como berço que vira minicama ou escrivaninhas com tampos que mudam de altura. “Para que a decoração acompanhe o crescimento da criança também recomendo manter uma base mais neutra, como papel de parede e tapete, investindo em quadros, roupa de cama e itens decorativos que tenham mais a ver com a idade do pequeno. São itens que podem ser trocados com investimento menor”, diz Taís Faleiros. Uma estampa de papel de parede que está em alta, por exemplo, é a Vichy: neutra, combina com tudo, como outro papel estampado ou uma parede colorida, se mantendo atual por mais tempo.



Decoração colorida para duas irmãs

Os pais de Alice, Carol e Vitor, procuraram Taís Faleiros quando ainda esperavam a chegada da caçula Catarina. A decoradora enfrentou um belo desafio ao precisar transformar o quarto pequeno, com 9 m2, com uma decoração colorida, que acomodasse duas minicamas, mais cômoda, poltrona de amamentação e armário. “Carol não queria um quarto com cara de bebê, mas uma decoração que acompanhasse o crescimento das meninas”, conta Taís. Os pais escolheram o mobiliário e o papel de parede, e a pequena Alice definiu alguns detalhes.

“Tirei o armário existente que ocupava um espaço enorme. Refiz o layout, colocando uma cama embaixo e outra em cima, em formato de L. As duas são no tamanho minicama, que serve bem até cerca de 10 anos de idade. Alice ficou com a parte superior, e a bebê Catarina com a de baixo, simulando um bercinho, com altura e espaçamento de grades seguindo as normas. Armário e cômoda foram feitos sob medida, e ainda sobrou espaço para canto de brinquedos, gavetão e futon que os pais estão usando muito nessa fase de bebê pequeno. E ainda coube a poltrona de amamentação. Quebramos a cabeça mas coube tudo!”, conta Taís.


Papel de parede, enxoval e tapete Mooui, marcenaria Arca.




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